Aos 70 quilômetros que separam a comunidade Sol Nascente da área urbana de Colíder soma-se outra distância que a Prefeitura começou a enfrentar nesta segunda-feira (10/8): a que manteve moradores da região longe da escola durante parte da vida. A Secretaria Municipal de Educação iniciou na comunidade a primeira turma da Educação de Jovens e Adultos (EJA), com 12 alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental.
A turma é formada principalmente por adultos e idosos que não frequentaram a escola quando crianças ou interromperam os estudos antes de concluir os anos iniciais. Com as aulas dentro da própria comunidade, esses moradores passam a ter acesso à escolarização sem a necessidade de percorrer dezenas de quilômetros até a cidade.
Segundo o secretário municipal de Educação, Adriano Camilo, a implantação da turma surgiu a partir da identificação de uma demanda que permanecia fora do atendimento regular da rede. “São pessoas que não tiveram a oportunidade de estudar quando eram crianças ou adolescentes. Para esse público, colocar uma sala de aula perto de onde mora faz toda a diferença. Estamos levando a escola até quem ficou muitos anos esperando por essa oportunidade”, explica.
LEVANTAMENTO
Adriano Camilo informa que a Secretaria de Educação está realizando um mapeamento nas comunidades rurais de Colíder para identificar jovens, adultos e idosos que não foram alfabetizados ou deixaram os estudos.
Conforme o secretário, o levantamento também servirá de base para definir onde poderão funcionar novas turmas. A intenção da secretaria é utilizar a experiência iniciada na Sol Nascente como referência para organizar a oferta do EJA em outras localidades a partir do próximo ano.
“A realidade do campo exige que o poder público procure essas pessoas. Muitas vezes, existe alguém que gostaria de voltar a estudar, mas a distância e as condições de deslocamento tornam isso praticamente impossível. O mapeamento nos permite saber onde estão esses moradores e organizar o atendimento de acordo com a demanda de cada comunidade”, explica justifica.
A meta da gestão municipal, pontua Adriano, é enfrentar justamente uma das dificuldades para a escolarização da população rural: a distância. Quando o acesso à sala de aula depende de deslocamentos longos, a possibilidade de retorno aos estudos se torna menor, sobretudo para moradores mais velhos.
NOVAS TURMAS
A abertura da classe na Sol Nascente marca o início de uma proposta da Secretaria Municipal de Educação para levar o EJA a outras regiões do município. A quantidade e a localização das próximas turmas dependerão das demandas identificadas pelo levantamento feito nas comunidades.
O atendimento será direcionado a moradores que nunca estudaram e também àqueles que chegaram a frequentar a escola, mas abandonaram os estudos antes de completar os anos iniciais do ensino fundamental.
Para Adriano Camilo, a primeira turma também permitirá avaliar a procura e a organização necessária para levar o modelo a outras localidades rurais. “Começamos com 12 alunos, mas o significado dessa turma vai além do número de matrículas. São 12 pessoas retomando um direito que, por algum motivo, não conseguiram exercer no tempo regular. Nosso próximo passo é chegar a outras comunidades onde essa mesma necessidade foi identificada”, completa o secretário.
Redação: Assessoria
























